A CPI do Carnaval, na Câmara de Vereadores, chegou ao seu final de maneira alvissareira para a cidade. Após meses de audiências com integrantes da Liga Independente das Escolas de Samba e jurados dos desfiles do Grupo Especial nada se apurou que apoiasse ou comprovasse as razões de sua instalação.
No Rio de Janeiro o Carnaval é uma das atividades mais vigorosas no campo da economia.É atividade de ano inteiro, com capilaridade nos bairros em que se situam as Escolas de Samba, entranhadas na história e na cultura da cidade. O evento é, de longe, o mais significativo para a construção da imagem da nossa cidade no exterior, atraindo milhares e milhares de turistas de todo mundo, que ocupam a plenitude das vagas da rede hoteleira, gerando incremento da atividade econômica para o Rio de Janeiro.
A organização do Carnaval, durante bom tempo, foi atribuição da Prefeitura. Não temos saudade desse tempo. Não havia horários para os desfiles, não raro o carnaval resvalava para as páginas policiais, a venda de ingressos era um problema, e as mazelas da administração eram sempre as mesmas. Era fácil uma Escola acusar a Prefeitura por um eventual mal resultado ! A Prefeitura não tem vocação para operar desfile de Escola de Samba. Governos devem se dedicar às funções essenciais como saúde, educação, assistência social e transporte, ações essas sim, que só Governos podem mobilizar e garantir. Em relação ao Carnaval, a Prefeitura, a Câmara de Vereadores e o Tribunal de Contas têm o dever de fiscalizar e orientar eventuais correções naturais de procedimentos. O Governo Federal e Estadual que, recentemente, também aportam recursos, agem da mesma forma. É, portanto, uma atividade das mais fiscalizadas.
Nos últimos anos o Carnaval sofreu grandes transformações para melhor, que permitiram qualificar e elevar o espetáculo a um nível altíssimo de sofisticação e beleza além de conferir responsabilidade às próprias Escola de Samba, através de sua entidade representativa. Só devemos aperfeiçoar e nunca retroceder.